Finalmente cheguei a uma fase da vida em que me é possível retornar para a prática da arte, embora dela nunca tivesse me afastado completamente e nem dos artistas, fato esse que tem me propiciado algumas constatações e reflexões.

Pude perceber que alguns conseguem abrir seu espaço no mundo da arte e no mercado, conseguindo viver e ser remunerado pela sua arte, enquanto outros ainda em início de carreira ou pouco mais que isso enfrentam as agruras do esforço para participar de exposições e concursos, objetivando com isso a construção de um currículo que inspire respeito, na esperança de que com ele possa enfim se lançar no mercado e com isso ser reconhecidos e bem remunerado.

Com alguns dos amigos artistas vim conversando sobre as principais dificuldades encontradas, tais como:

  • Ter suas obras aceitas em galerias ou espaços que realizem o trabalho de venda.
  • O paradigma de ter que participar de grupos para junto com outros realizar exposições e mostras, embora muitas vezes ao invés de serem remunerados acabam por pagar para ter sua obra exposta com raras vendas. Naturalmente não sou contra investir na própria carreira, mas o que aqui saliento é para vencer muitas vezes se investe em caminhos de pouca ou nenhuma possibilidade.
  • Conseguir ver seu trabalho reconhecido e valorizado.
  • Como fazer para ser visto e notado por quem compra?
  • Como motivar uma pessoa para investir na sua arte?
  • O dilema: atender a pedido ou criar livremente?
  • Para que e para quem a arte é produzida?

Essas conversas com diversos artistas tem demonstrado que esses temas estão presentes nas dúvidas da maioria e naturalmente cada um tem uma resposta, embora demonstrem que isso não basta para que se solucione o problema.

O mais comum é cada artista acabar por criar um verdadeiro acervo de sua própria obra, com vendas para pessoas muito amigas ou para parentes, exceto naturalmente para aqueles que já conseguiram abrir caminhos que viabilizam sua trajetória profissional.

Faço parte de um grupo e movimento denominado de “Arte Intencional”, o qual considera que esses assuntos precisam ser resolvidos, mas também outros aspectos deveriam ser considerados, por exemplo:

  • O que desperta o desejo de uma pessoa para desejar possuir uma obra, uma vez que a compra por ter sido atraído por ela não atende às questões racionais?
  • Se a arte pode contribuir para a nobreza da alma, não seria por aí o caminho para despertar o desejo nas pessoas?
  • O artista em sua produção deveria estar voltado apenas para atingir as pessoas de maior poder aquisitivo? Existiria um mercado potencial, ou seja, grupos de pessoas que se despertadas também estariam dispostas a adquirir obras de arte, embora com menor capacidade de investimento?
  • Se olharmos para a vida das pessoas podemos dizer que nossa arte está fazendo falta para suas vidas?

Com base nessas duas bases, ou seja, minhas conversas com artistas e o grupo de Arte Intencional, surge naturalmente uma questão fundamental: como proceder para efetivamente agregar valor à arte que possa diferenciar a produção artística? Logicamente as primeiras respostas vão pelo caminho de salientar a necessidade de técnicas apuradas, qualidade e tipo da criatividade que possa agradar o comprador, sua imagem pessoal no mercado e seu relacionamento pessoal. Considerando ser essa a busca de todo o artista, qual poderia ser o diferencial para agregar a qualidade de tocar a alma do apreciador a ponto de levá-lo a desejar possuir a obra?

As conclusões resultantes de meus estudos sobre os efeitos energéticos de comportamentos, pensamentos e sentimentos, hoje demonstrados pela mecânica quântica, levam a considerar a necessidade de agregar a qualidade energética como um fator preponderante para elevar a arte ao seu nível de maior efetividade, que significa dizer “tocar a alma do apreciador” e conduzi-lo pelo sentimento, mais que pela razão, haja visto como já salientei acima a compra da obra de arte, desconsiderando-se os fatores investimento-especulação, é motivada princialmente pelo apelo emocional-energético promovido pela obra.

Fornecer instrumental metodológico é a contribuição da “Arte intencional”, ou seja, especialização em agregar qualidade energética à arte.

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